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Porque devem os Cristãos envolver-se na defesa do ambiente?

Há pelo menos quatro boas razões para os Cristãos se envolverem na conservação da natureza.

Amor

Os Cristãos acreditam que Deus criou o mundo. Quando criamos alguma coisa, seja um acto tão marcante como dar à luz, ou tão espontâneo como esboçar um desenho, preocupamo-nos com o que acontece à nossa obra. É fácil, portanto, compreendermos que Deus se preocupa profundamente com toda a sua criação. A Bíblia mostra este conceito em diversas passagens, p. ex. Salmo 50:10-11, onde Deus diz:

"Porque meu é todo o animal da selva,
e o gado sobre milhares de outeiros.
Conheço todas as aves dos montes,
e tudo o que se move no campo é meu."

Estudar, disfrutar e cuidar do mundo que Deus fez de uma forma tão maravilhosa é uma forma óbvia de demonstrarmos o nosso amor por ele.

Obediência

Os Cristãos são chamados a obedecer a Deus em todas as áreas das suas vidas. Na Bíblia, lemos que o primeiro desejo expressado por Deus, relativamente ao Homem, era que dominasse "sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se arrasta sobre a terra" de uma forma que reflectisse a imagem do próprio Deus. Não apenas o seu poder, mas o seu amor, misericórida e branda compaixão. Tragicamente, porque somos humanos e pecadores, o nosso domínio tem sido muitas vezes caracterizado pela crueldade, ganância e ignorância, mas claramente esta não é a intenção de Deus. Se queremos obedecer a Deus, então devemos procurar formas de sermos bons e responsáveis administradores do mundo natural.

Justiça

Cuidar do ambiente é uma questão de justiça. Muitas vezes, são os pobres quem primeiro sofre quando o ambiente é danificado.

Esperança

Os que cuidam do ambiente podem facilmente ficar deprimidos. Os factos são tantas vezes profundamente perturbadores: a destruição de florestas, desintegração de recifes de coral, extinção de espécies, pesca excessiva, aquecimento global e uma multidão de outros desastres e previsões sombrias podem fazer-nos pensar se vale a pena sequer tentar fazer alguma coisa. Mas a Bíblia fornece bases vitais para a esperança. Os profetas do Velho Testamento, Isaías e Oseias, previram uma era de harmonia entre o ser humano e o ambiente. No Novo Testamento, Jesus é descrito não apenas como o Salvador da humanidade caída, mas como aquele para quem toda a criação foi feita - e aquele através do qual toda a criação será um dia "liberta do cativeiro da corrupção" (Colossenses 1:15-17; Romanos 8:19-23). Não sabemos como tudo isto acontecerá, mas é-nos dada motivação e esperança. Podemos estar certos que o Deus Todo-Poderoso que criou e sustenta este mundo deseja que todo o seu povo se envolva activamente no seu grande plano de redimir toda a criação.

Esta é apenas uma breve introdução às bases bíblicas do trabalho d'A Rocha.

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