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Dia 1 – Domingo. Ria Formosa
2 km, 2h (fácil)
Chegada no aeroporto (depois de almoço) e primeiro contacto com as aves do
Algarve nas Salinas de Tavira no Parque Natural da Ria Formosa. Viagem até o
Centro de Estudos da Associação A Rocha, jantar e descanso.
Dia 2 – 2ª Feira. Sagres
3 km, 8h (médio)
Um dia, no "Fim do mundo"! Lugar famoso para a observação de aves de rapina
no Outono, não é raro ver centenas de abutres e dez espécies diferentes de aves
de rapina em apenas um dia, se as condições forem favoráveis! Os arbustos ao
redor do Cabo de S. Vicente são também ricos em passeriformes, tais como o
Melro-de-peito-branco ou a Toutinegra-carrasqueira. Algumas áreas estepárias
albergam espécies como o raro Sisão ou o críptico Borrelho-ruivo.
Dia 3 – 3ª Feira.
Monchique
8 km, 8h (médio)
O Algarve não se resume apenas ao litoral, mas o interior é também de uma
grande riqueza. Das florestas de sobreiros aos pontos mais altos da Serra de
Monchique, podem ser observadas espécies e locais muito diversificados. Procure
a discreta Escrevedeira-de-garganta-cinzenta na Fóia, e aprecie a vista sobre a
costa ao som da Cotovia-arbórea. Descubra as Caldas de Monchique, uma bonita
aldeia termal longe da agitação do litoral.
Dia 4 – 4ª Feira. Sítio Maria Pires
e Ruínas Romanas de Abicada e Dunas de Alvor
9,2 km, 6h (fácil)
Uma caminhada a partir da barragem dos Montes de Alvor até às ruínas romanas
da Abicada. O lago é um excelente local para a observação de Flamingos,
Colhereiros e patos no inverno enquanto a Abicada é um dos melhores locais para
observar o Peneireiro-cinzento. Aprecie a vista maravilhosa sobre os sapais da
Abicada e Alvor, a partir das ruínas. À tarde, vamos em direcção à praia! Este
passeio permite-lhe descobrir a incrível riqueza avifaunística e a fragilidade
das dunas, onde algumas espécies ameaçadas se reproduzem. Também será possível
ter uma visão diferente da Ria de Alvor e terminar o passeio com um mergulho ou
um gelado.
Dia 5 – 5ª Feira. Lagoa dos
Salgados
2.2 km, 4h (fácil)
De manha pode desfrutar das actividades que o Centro de Estudos d’A Rocha
(Cruzinha) oferece: identificação de borboletas nocturnas, passeio no trilho
ambiental e demonstração de anilhagem de aves, tudo isto com um café e um bolo
pelo meio.
À tarde, vamos descobrir Lagoa dos Salgados, uma zona húmida ameaçada e
escondida, o único local onde foi recentemente confirmada uma tentativa (pelo
vosso guia, o nosso Guillaume Réthoré) de reprodução do Flamingo em Portugal.
Mais de 160 espécies de aves foram registadas neste ponto de observação de aves
no Algarve, mas que, infelizmente, ainda não se encontra legalmente protegido. A
água doce, os canaviais e as zonas de lama atraem uma grande variedade de
espécies.
Dia 6 – 6ª Feira. Castro
Verde
5 km, 8h (fácil)
Vamos em direcção ao Alentejo e às planícies estepárias de Castro Verde!
Descubra uma paisagem completamente diferente e novas espécies de aves. Vamos
passar a manhã no centro da LPN (Liga para a Protecção da Natureza) onde se pode
observar o Francelho, Abetardas e Rolieiros. À tarde, exploraremos a zona à
volta de Castro Verde para tentar observar outras espécies estepárias, como o
Tartaranhão ou o Cuco-rabilongo. O dia acabará com uma saborosa experiência
culinária Alentejana antes do regresso ao centro.
Dia 7 – Sábado. Ponta da
Piedade
2 km, 2h (fácil)
Uma pequena caminhada nas falésias perto de Lagos, um dos únicos sítios em
Portugal onde o Pombo-das-rochas ainda nidifica. O Falcão-peregrino pode também
ser observado junto do semáforo e às vezes os Alcatrazes voam tão perto que
podem ser observados sem binóculos!
Tarde livre para fazer compras na cidade ou passeio de barco ao largo da baía
de Lagos para observação de aves marinhas (opcional, preço de 45€ por pessoa).
Dia 8 – Domingo. Ria Formosa e
Partida
Uma última observação de aves numa das áreas húmidas protegidas do Algarve
antes de regressar a casa. Um dos melhores lugares para observar Garçote e
Camão, bem como algumas tartarugas. As lagoas servem de abrigo a uma grande
variedade de patos no inverno, e no verão pode ser ouvido o som de chamamento
distinto do Noitibó no pinhal. Muitas aves limícolas alimentam-se no lodo e
pode-se observar o Tarataranhão-ruivo-dos-pauis a caçar nos sapais.
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