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Adivinha quem nos veio visitar?
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Um visitante raro!!! Uma Felosa-assobiadeira
(Phylloscopus sibilatrix). Este foi o 3º indivíduo desta espécie capturado em 20
anos de anilhagem. Esta pequena ave apesar de não ser tímida tem uns hábitos
muito discretos preferindo matas um pouco fechadas de carvalhos, faias e abetos.
Muitas vezes é confundida com outra felosa, a musical, por serem muito
parecidas. Gosta de fazer o ninho no chão mas não usa penas para o forrar. Ela
nidifica no Norte da Europa e passa o Inverno na África tropical. Por esta
razão tem que migrar todos os anos desde África tropical até ao Norte da Europa
e volta, percorrendo em alguns casos mais de 14000 km por ano. Alimenta-se
sobretudo de insectos e pesa cerca de 8 gramas, o mesmo que um pacotinho de
açucar.
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Grande-pavão-nocturno (Satumia pyri) é a maior borboleta
nocturna de Portugal e da Europa, medindo aproximadamente 16 cm. As borboletas
nocturnas pertencem à família dos Lepidópteros (do grego lepi-escama, pteron-
asa), uma das mais numerosas do grande grupo dos insectos, com cerca de 150
mil espécies. As cores mais escuras desta espécie servem sobretudo como
camuflagem, uma vez que os seus hábitos são essencialmente nocturnos. Os grandes
ocelos ou “falsos olhos” servem a estratégia de defesa e podem ser úteis durante
o voo nupcial.
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Esta borboleta diurna chama-se Festão-espanhol ou
Borboleta-carnaval (Zerynthia rumina) foi vista em Monchique.
As cores brilhantes das asas das borboletas são padrões feitos por milhares de
escamas. Cada escama tem uma cor única e podem existir 200 a 600 escamas por
milímetro quadrado de asa. As populações de borboletas são de extrema
importância para o equilibrio ecológico, pois fazem parte de muitas teias
alimentares para além de serem agentes polinizadores, possibilitando a
reprodução das plantas. Algumas destas espécies de borboleta, podem ainda ser
bons indicadores da qualidade do ambiente uma vez que são particularmente
sensíveis a alterações do clima e à destruição de habitats.
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A Aranha-tigre também conhecida como aranha-cesteira
(Argiope lobata) é facilmente observável a partir da Primavera pois é típica no
Mediterrâneo. Com abdómem às riscas amarelas e pretas, esta aranha lembra uma
vespa ou abelha, no entanto, crê-se que esta coloração sirva como defesa e não
como aviso, pois ela não é venenosa. São grandes e apresentam 3 a 4 lobos
laterais (daí o seu nome). No centro da teia ela tem um espécies
de ziguezagueado (stablimentum) característico desta espécie. Constrói uma
grande teia junto ao solo, em ervas altas para melhor capturar gafanhotos e
grilos, seu alimento preferido. Quando as presas caem na teia são rapidamente
envolvidas por fios de seda e são imobilizadas e depois injectadas com veneno. A
fêmea mede cerca de 18 mm e é 3 vezes maior que o macho, o seu saco de ovos é um
dos maiores em Portugal. Durante a reprodução o macho tem que ser cauteloso para
não ser comido!!
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A vespa Cotesia glomerata (Apanteles
glomeratus) é uma das principais parasitas da borboleta grande da couve
(Pieris rapae). A vespa deposita os seus ovos, que podem ser até 150, dentro da
lagarta impedindo que esta se transforme em crisálida. As larvas alimentam-se da
lagarta evitando digerir os seus orgãos vitais, mantendo-nas sempre vivas.
Quando atingem o tamanho ideal saem da lagarta e fazem os seus casulos de seda
amarela onde irão ficar até atingirem a sua fase voadora de adulto. Esta vespa
ajuda a controlar esta borboleta que devora as nossas couves.
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Este foi um dos primeiros Chapins-reais (Parus major) das
nossas caixas-ninho a ser anilhado este ano. Em apenas uma caixa-ninho
encontrámos 8 crias de chapim a serem alimentadas pelos progenitores residentes
no nosso jardim. O chapim real é uma ave insectívora, tímida, sendo mais
facilmente observada pelo seu canto. As zonas amareladas do bico desta cria
servem para ajudar os seus progenitores a saber onde depositar o alimento.
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A Felosa-listada (Phylloscopus inornatus) uma visitante rara
vinda da taiga siberiana que supostamente devia estar em viagem para o Sudoeste
da India onde habitualmente passa o Inverno, foi capturada e anilhada no nosso
centro. Esta ave insectívora, pode nidificar desde os Urais ao leste da China,
bem ao Norte dos Himalaias. Constrói o ninho numa árvore e embora não seja
tímida é muito dificil de ser observada pois é bastante ágil e irrequieta.
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Este Camaleão (Chamaeleo chamaeleon) após 4 meses de
letargia apareceu a subir uma das cordas das redes de anilhagem do Centro. O
camaleão alimenta-se de insectos voadores que captura com a sua enorme língua. O
camaleão pode mudar de cor de acordo com o meio onde se encontra, o seu estado
de “humor”, época do ano, idade e sexo, variando entre o negro e o verde
esbranquiçado. Julga-se que as populações existentes no Algarve tenham sido
introduzidas no princípio do século XX oriundas da costa espanhola e/ou Norte de
África.
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Pica- pau-malhado-pequeno (Dendrocopus minor)
Este juvenil macho (barrete vermelho na cabeça) foi capturado no mês de
Setembro no nosso Centro, apesar de ser uma espécie pouco comum em Portugal. É
residente e a espécie mais pequena de pica-paus no nosso país, às vezes
denominado pica-pau galego.
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Coruja-das-torres (Tyto alba)
A coruja ganhou o seu nome devido ao local onde normalmente gosta de fazer o
seu ninho, nas torres das igrejas, celeiros ou buracos nas árvores. Este
exemplar, foi capturado e anilhado no Centro da Rocha, no fim de semana de
observação das aves. A coruja gosta de habitar charnecas, bosques e campos
agrícolas onde de noite se torna numa predadora implacável, capturando pequenos
mamíferos, rãs e aves. Com uma excelente audição e visão consegue ainda
aproximar-se das suas presas sem fazer qualquer barulho. A sua face em forma de
coração e a sua plumagem clara são características de fácil identificação.
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Bico-grossudo (Coccothraustes coccothraustes)
Como o próprio nome indica é uma ave com um bico bem forte que pode atingir
uma força de mais de 50kg. Usa-o para partir os caroços, por exemplo das
cerejas, que tanto gosta. É um fringilídeo (grupo dos pintassilgos, tentilhões e
verdilhões) muito cauteloso e tímido e que não é habitual capturarmos nas nossas
redes.
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Borboleta-da-Caveira (Acherontia atropos)
É um esfingídeo e é a 2º maior borboleta nocturna da Europa medindo cerca de
13 cm de envergadura. O seu nome em latim (Acherontia) refere-se a
Achéron um dos rios do inferno da mitologia grega, e atropos era uma das 3
divindades que personificavam o destino e que presidiam ao final da vida. O nome
em português vem da tradução do inglês “Death's-head Hawkmoth”que se refere ao
desenho em forma de caveira que apresenta no toráx. É uma migradora e pode
percorrer 500 km de uma só vez. Vem de África até à Europa (Islândia inclusivé)
na Primavera e a nova geração emerge em Setembro e Outubro. A cópula dá-se
depois de uma parada nupcial no final da qual o macho se une à fêmea por minutos
ou até uma hora. Uma vez fecundada a fêmea deposita os ovos nas folhas de uma
planta, normalmente a batateira ou outras solanáceas como o tabaco, beladona ou
ainda outras famílias como o lilás, jasmim ou cannabis. Normalmente descansa com
as asas secundárias fechadas mas se um predador se apróxima, deixa ver as asas
inferiores, pretas e amarelas que fazem lembrar um vespão, dissuadindo o
predador. Adoram mel e conseguem muitas vezes entrar dentro de colmeias e para
além das escamas que a protegem possuem ainda uma imunidade natural contra as
picadas das abelhas. No entanto, a gulodice leva-as a comerem em demasia ficando
demasiado gordas não conseguindo sair de dentro da colmeia e acabando por
morrer. Esta espécie conheceu o seu estrelado em Hollywood depois de ter entrado
no filme “silêncio dos inocentes” com Jodie Foster e Anthony Hopkins, filme que
ganhou 5 dos principais óscares.
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Euphydryas eurinia, é uma borboleta diurna que se
distribui por todo lado em Portugal, Norte de África, Europa e ainda Ásia. Aqui
nos jardins do Centro da Rocha, os adultos aparecem nos meses de Março e Abril.
Eles fazem uma postura por ano e são gregárias, hibernando em grupo, num ninho
construido perto da planta onde se alimenta. Estas, aqui no Centro, são na sua
maioria, Madressilvas (Lonicera periclymenum). Enquanto é lagarta é
toda preta com pêlos grandes e inofensivos, devorando as pequenas folhas da
Madressilva que volta a regenerá-las a tempo da próxima geração.
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Íbis-sagrado (Threskiornis aethiopicus) foi
avistado em Dezembro na Ria de Alvor. Esta são aves oriundas de Africa que vivem
habitualmente em colónias e muito raramente encontradas em Portugal. Gostam de
pântamos ou lagos onde se alimentam de rãs, peixes e répteis. O seu bico longo e
curvo é bastante característico permitindo-lhe apanhar mais facilmente o
alimento. Esta ave era considerada sagrada no antigo Egipto, daí o seu nome, ela
era enterrada e mumificada junto dos faraós. Tot, deus do tempo e da sabedoria,
era representado com a cabeça de um Ibis. Segundo a sua classificação, estas
espécies têm feito a nidificação de forma irregular ou ocasional em
Portugal, sem indícios de se encontrarem em processo de estabelecimento.
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